quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Resoluções de ano novo

Estamos em uma época do ano em que é comum fazer análises de tudo que passou no ano que se finda. Mas pensar no próximo ano e planejar um novo começo é importante também, pois na maioria das vezes nos determinamos a melhorar. Planejar coisas a mudar, coisas a fazer, coisas a parar de fazer, coisas possíveis e impossíveis nos desafia e nos torna melhores.
As resoluções de Ano Novo é um compromisso que o indivíduo faz, ou se propõe a realizar no próximo ano delimitando objetivos pessoais, projetos, ou reforma de hábitos. O que diferencia as resoluções de Ano Novo de outras resoluções é que ela é feita em antecipação do Ano Novo. No entanto, o problema com o início de um novo ano é que a maioria das boas intenções, muitas vezes, é logo esquecida.

Cartão postal com resolução de ano novo do início do século

Um elemento chave para uma verdadeira mudança positiva é estabelecer metas originais e ambiciosas mas possíveis.

O site 43things.com faz todo ano uma pesquisa para compilar as resoluções de ano novo mais populares (veja o quadro).

Em 2010, perder peso estava de volta no topo, mas as metas amor e relacionamento dominam o resto da lista. Em 2011, a economia teve um impacto sobre as resoluções das pessoas: poupar dinheiro foi a resolução superior e conseguir um emprego ficou em número de quatro.



2011
2010
2009
2008
2007
1
2
Parar de procrastinar  (empurrar com a barriga)
3
4
Deixar o cabelo crescer
5
6
Praticar mais exercícios físicos
7
Amar mais
Fazer mais tatuagens
Pular de bungee jump
8
9
Ver Aurora boreal
10


As metas mais populares incluem:  
§  Melhorar a saúde: perder peso,  mais exercício, comer melhor,  beber menos álcool, parar de fumar;
§  Melhorar as finanças: sair da dívida, economizar dinheiro;
§  Melhorar a carreira: obter/melhorar de emprego;
§  Melhorar a educação: melhorar as notas, aprender algo novo (como uma língua estrangeira ou música);
§Melhorar em vários aspectos: tornar-se mais organizado, reduzir o estresse, gerir bem o tempo, ser mais independente, etc...
§  Fazer viagens; 
§ Fazer voluntariado. 

Eu já escrevi as minhas resoluções para 2012, agora é com vocês!
(Participe da enquete: qual sua principal resolução para o ano novo).

Beijos
Fá Piazza

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Envelhecimento X Fumo


O tabagismo também provoca alterações na pele. Entretanto, os mecanismos fisiológicos destas alterações são complexos e ainda não totalmente explicados. Dentro das milhares de substâncias tóxicas na fumaça do cigarro, a nicotina é o composto mais nocivo. Ela é responsável por vasoconstrição, que gera diminuição do fluxo sanguíneo, cujo mecanismo ainda é desconhecido; porém, acredita-se que ela estimule a vasopressina, um hormônio vasoconstritor. Além disso, a isquemia crônica dos tecidos gera lesão nas fibras elásticas, diminuição da síntese do colágeno, razão por que as rugas são bem marcadas.

Em relação ao gênero, estudos apontam o fato de que as mulheres são mais suscetíveis ao envelhecimento pelo tabagismo de que os homens, devido à diminuição do hormônio feminino na pele, causada pela nicotina.

Típica cubana com seu charuto



Embora a saúde da pele esteja diretamente comprometida pela dependência ao fumo, as alterações da pele em função do tabagismo não são muito estudadas, nem difundidas. Porém, foram definidos alguns critérios de fácies de tabagismo para identificar peles alteradas pelo uso do cigarro, que podem ser visualizadas na Tabela.

Tabela 4.2 Fácies de tabagismo
Fácies de Tabagismo
Características
1
Linhas de expressão ao redor dos lábios
2
Linhas nos cantos dos olhos
3
Linhas profundas nas bochechas
4
Numerosas linhas superficiais nas bochechas e região mandibular
5
Proeminência óssea e aprofundamento das bochechas
6
Atrofia da pele
7
Tonalidade cinzenta da pele
Fonte: Suehara e cols., 2006.

A melhor fórmula que se conhece para diminuir os efeitos nocivos do cigarro na pele “é parar de fumar”. 


Enfatizar os benefícios para a saúde da pele pode ser o argumento definitivo na decisão de abandonar o tabagismo.


Fatores que contribuem para o envelhecimento cutâneo - Tabagismo


Até o presente momento, nenhum trabalho demonstrou que o cigarro possa ter algum efeito benéfico sobre o organismo. A literatura publicada sobre o cigarro expressa sobre sua nocividade como agente que pode causar alterações circulatórias, predisponente ao câncer, e alterações no aparelho respiratório, além de ser considerado uma importante fonte exógena de radicais livres para o organismo.

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Trecho do livro "NUTRIÇÃO APLICADA À ESTÉTICA"
Editora Rubio
Capítulo 4 - Fisiologia do Envelhecimento Cutâneo
Autora: Fátima Cecília Poleto Piazza

sábado, 17 de dezembro de 2011

O cigarro


Foi sancionada nesta quinta-feira (15/12) pela presidente Dilma Rousseff (PT) a lei que proíbe o fumo em locais fechados em todo o Brasil. A determinação vale para espaços públicos e privados.


Leia trecho de "Folha Explica: O Cigarro" escrito por Mario Cesar Carvalho. O livro conta a história da indústria tabagista e relata os artifícios usados para manipular a opinião pública.

Fraude, corrupção e mentiras
[...] O principal argumento de ataque ao cigarro é a defesa da saúde pública. Como a música dos comerciais de cigarro, os números usados para aquilatar o tamanho do desastre também são grandiloqüentes:
- O cigarro matou mais no século 20 que todas as guerras somadas: foram 100 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
- O fumo mata 3,5 milhões de pessoas no mundo ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da Aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio.
- No Brasil, todo ano, morrem 80 mil pessoas de doenças relacionadas ao fumo, quase o dobro das vítimas de homicídio no país.
- O cigarro é o maior causador de mortes evitáveis na história da humanidade.
- O futuro pode ser ainda mais tenebroso. Se os padrões de consumo continuarem inalterados no século 21, o cigarro deverá matar dez vezes mais que no século passado: um bilhão de pessoas, segundo projeção do Banco Mundial e da OMS. Em 2020, as mortes por ano deverão atingir a casa dos 10 milhões, se nada mudar até lá.
Para retratar com mais precisão o tabagismo, elevado à categoria de doença pela OMS a partir de 1992, os médicos colocaram em circulação um termo reservado para ocasiões muito especiais: pandemia, ou epidemia generalizada. O cigarro gerou a maior pandemia da história, na definição da OMS: 1,1 bilhão de pessoas fuma, o equivalente a um terço da população adulta do mundo.
Ataques contra o fumo existem desde que ele chegou à Europa, no final do século 15, para onde foi levado pelas mãos de um capitão da equipagem de Cristóvão Colombo, d. Rodrigo de Xeres, que desembarcara na América em 1492. Que o tabaco faz mal já se sabe desde o século 18, pelo menos.
A novidade que catalisou os ataques foi um cruzamento inédito de fatos, comportamentos e descobertas, ocorrido no final do século 20. Ao brutal consenso científico de que o cigarro causa pelo menos meia centena de doenças, somaram-se uma obsessão com o corpo e com a saúde jamais vista e a descoberta de que a indústria do tabaco cometeu uma sucessão de fraudes, propagou mentiras com ares de controvérsia científica e enganou os consumidores num nível provavelmente inédito na história do capitalismo.
A satanização do fumo não ocorreu por acaso no final do século 20. O puritanismo dominante na sociedade americana e sua repulsa a todo e qualquer tipo de prazer receberam uma chancela científica ao ter escolhido o cigarro como alvo. Não é um prazer qualquer que está na mira - é um prazer que mata. Um puritano jamais conseguirá entender uma das definições de Cícero (106-43 a.C.) para a felicidade: "Vive-se bem quando se é capaz de desprezar a morte".
*
No Folha.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Proteção solar diminui risco de câncer em 85%


A prática da proteção solar através do uso de filtros solares e proteção física, como bonés e barracas de praia, nos primeiros 18 anos de vida, diminui em até 85% o risco de desenvolvimento do câncer da pele na idade adulta.
O câncer da pele, por estar visível, pode ser diagnosticado precocemente e, por isso, tem baixa taxa de mortalidade. No entanto, suas lesões podem destruir os tecidos onde se desenvolvem, com resultados desfigurantes.
Além disso, um de seus tipos, o melanoma, quando não diagnosticado precocemente, tem alto poder para enviar metástases, sendo extremamente perigoso e de alta mortalidade.

Pele clara = maior risco
Crianças ou adolescentes de pele, cabelos ou olhos claros, com sardas, que se queimam mais do que se bronzeiam, ou com casos de câncer de pele na família fazem parte dos grupos de maior risco de desenvolvimento da doença.
O dano provocado na pele vai se acumulando durante a infância e a adolescência e o seu resultado só vai aparecer na idade adulta. Daí a importância da proteção solar nesta fase da vida, quando a exposição ao sol é muito maior.
Além da predisposição ao câncer da pele, a exposição ao sol sem proteção é responsável pelo envelhecimento cutâneo e pela formação da catarata. Por isso, recomenda-se que, durante o verão, além do filtro solar, utilize-se bonés, viseiras, chapéus e óculos de sol com proteção anti UV.


Cerca de 70% da população não se protege!
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, em todo o país, mostrou que cerca de 70% da população frequenta a praia sem proteção solar. Durante a pesquisa, que também examinou a pele de quem participou, foram diagnosticados vários casos de câncer da pele, mostrando que, a população ainda não está consciente do risco provocado pela exposição excessiva ao sol.

A saída: educar desde cedo
Diante deste quadro, mostra-se de extrema importância que a educação comece desde cedo, com as crianças. Enquanto estão sob nosso controle, devemos ensiná-los da importância da proteção solar, para que, na adolescência, esta consciência já esteja formada.

Os adolescentes recebem grande pressão dos amigos e da mídia, que valorizam o bronzeado como sinônimo de beleza e saúde. Para se adequar a este padrão de beleza e obter a "cor do verão", os jovens se expõem em demasia ao sol, sofrendo queimaduras repetidas e colocando a saúde da sua pele em risco.

No www.sbd.org.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Luz aplicada durante exercício físico reduz celulite


Um aparelho desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Carlos usa radiação infravermelha para turbinar os benefícios dos exercícios físicos à saúde. E com um efeito que deve interessar às mulheres: menos celulite.

A invenção consiste de duas placas contendo vários arranjos de LED (pequenas luzes). Elas são instaladas em uma esteira comum de academia, uma de cada lado, mais ou menos à altura dos glúteos. 


Embora não seja perceptível a olho nu, essa radiação é absorvida pela pele e inicia uma série de reações químicas no organismo.

A radiação infravermelha acelera o transporte de elétrons na mitocôndria (uma estrutura que fica dentro das células) e a síntese de ATP, molécula que é uma espécie de combustível que dá energia ao organismo.

O uso de ATP, no entanto, gera um subproduto indesejado: os ácidos lácticos, que dão sensação de dor. O infravermelho diminui o acúmulo dessa substância e, por isso, tem uma ação anti-inflamatória e analgésica no organismo.

"A pessoa consegue se exercitar com mais qualidade", diz Fernanda Rossi Paolillo, doutora em bioquímica e uma das criadoras da técnica. O infravermelho ajuda ainda na regeneração de tecidos, como pele, músculos, ossos e nervos.

"Esse uso já é conhecido. Mas, em geral, o infravermelho é sempre usado em repouso. Como em clínicas de estética, por exemplo. Nosso diferencial foi aplicá-lo durante o exercício. O infravermelho associado ao movimento teve muito mais efeito", completa Paolillo.

RESULTADOS

O estudo, feito durante um ano com voluntárias pós-menopausa, indicou que as mulheres que se exercitaram com o aparelho tiveram melhora significativa.

As mulheres faziam duas sessões de exercícios por semana, cada uma com 45 minutos de duração. Além de terem menor perda de massa óssea --um dos efeitos da menopausa--, elas também tiveram redução do colesterol ruim até 20% maior do que as mulheres no grupo-controle.
O exercício "turbinado" com o infravermelho também acelerou o fluxo de oxigênio e de sangue, melhorando um problema que é mais estético do que de saúde: a celulite.

O infravermelho combinado ao exercício diminui a retenção de líquido e melhora a circulação na região das pernas e do bumbum, ajudando, e muito, a reduzir os furinhos. Os melhores resultados foram nos casos de celulite mais visível.

Para Roberto Mattos, coordenador do departamento de laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a técnica, apesar de correta na teoria, ainda precisa ser comprovada por estudos maiores.

"Diferentes aparelhos que emitem luz têm boa influência sobre a celulite. O exercício por si só ajuda. Então, em conjunto, há boas chances de que a dupla funcione bem."

No Folha.com